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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Iogurte

De acordo com a informação disponibilizada no site de uma conhecida marca de iogurtes, «(o) Iogurte é um produto lácteo fresco, obtido pela fermentação do leite exclusivamente pelas bactérias Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus...» É, portanto, o tipo de bactérias utilizadas para a fermentação que define o que é ou não é iogurte.

Relativamente às
propriedades nutricionais do iogurte, no mesmo site pode ainda ler-se: «Os iogurtes (…) possuem vários benefícios. (…) são uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico, várias vitaminas e minerais, especialmente o cálcio.A presença de bactérias vivas e activas (…) torna o iogurte numalimento probiótico. Os principais efeitos benéficos destas bactérias prendem-se com a promoção do equilíbrio da flora intestinal (favorece as bactérias benéficas e inibe as patogénicas). Para além disso, estas bactérias facilitam a digestão de alguns nutrientes, nomeadamente as proteínas e o cálcio e tornam o iogurte um alimento geralmente bem tolerado (inclusivamente) por pessoas intolerantes à lactose*

É fácil compreender então a importância que é dada ao iogurte na alimentação infantil (e não só), estando inclusivamente
indicados na prevenção e tratamento de diarreias.

Algumas questões importantes relacionadas com o iogurte foram respondidas pela
Drª Solange Burri (microbióloga) no seu blogue BabySol (o texto apresentado à continuação foi adaptado):

- “Por vezes os iogurtes apresentam um líquido próprio. Qual é a opção certa? Aproveita-se ou é melhor deitar fora?”
- “Este líquido é soro de leite e contém vitaminas e sais minerais provenientes do leite, que devem ser aproveitados sempre! Deve pois misturar no iogurte.”

- “Posso com toda a segurança dar um iogurte aos meus filhos que tenha passado 3, 4 dias do prazo?”
- “Se o iogurte foi armazenado em perfeitas condições de frio, então aparentemente não há problemas. O iogurte é um alimento lacteo mas ácido, e portanto não tão interessante para a proliferação bacteriana. É mais interessante para os fungos, e estes evidenciam-se claramente a olho nú. Contudo, a flora bacteriana fermentativa deteriora-se ao longo do tempo e deste modo o efeito probiótico que se pretende atingir não é tão conseguido.”

Relativamente à questão do
prazo de validade dos iogurtes, foi ainda referido num post do forum PinkBlue o resultado de um estudo realizado à flora do iogurte em que se concluiu, para todas as marcas testadas, que após a data de validade impressa na tampa, a flora bacteriana ‘boa’ era de 0 colónias.

Conclusão: poderão consumir-se os iogurtes passado 1 ou 2 dias do prazo, sim, se não houver evidências da sua alteração, nomeadamente fungos à superfície ou tampa ‘inchada’... Mas não para dar aos mais pequeninos, que devem ingerir os alimentos no máximo das suas potencialidades nutricionais. A eles, evitar inclusivamente dar iogurtes com prazo de validade já muito proximo (1 ou 2 dias), uma vez que a a flora bacteriana tende a diminuir drasticamente devido à produção de ácido láctico.

Em que consiste a intolerância à lactose?
A dificuldade que algumas pessoas têm em digerir o leite, deve-se ao facto de não possuírem uma enzima intestinal – a lactase - necessária para a metabolização da lactose (o açúcar do leite). As bactérias presentes no iogurte conseguem decompor parcialmente este açúcar, reduzindo cerca de 25% do teor de lactose relativamente ao leite que lhe deu origem. Estas bactérias têm ainda um efeito estimulador da enzima lactase permitindo a pessoas intolerantes consumirem um produto lácteo com menos problemas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Frutos Secos




Família dos frutos secos

Os frutos secos estão divididos em duas categorias distintas: os frutos secos propriamente ditos ou oleaginosos, que são consumidos sempre no seu estado seco (nozes, amêndoas, amendoins, avelãs, pinhões, pistácios, etc.) e os frutos desidratados que podem ser consumidos frescos ou sujeitos a desidratação (passas, ameixas, alperces, etc.).

Composição Nutricional

Os frutos secos em geral são grandes fornecedores de gordura polinsaturada que representa em média 50% do seu peso e inevitavelmente muito calóricos (em média mais de 600 kcal/100g). Em geral são ainda bons fornecedores de alguns minerais como o cálcio e o ferro. Vejamos um pouco mais de alguns deles:

Nozes
No grupo dos frutos secos são os que contêm mais sais minerais (cobre e zinco), tão necessários para a formação da hemoglobina do sangue. São pobres em fibra e contêm poucas proteínas.

Amêndoas
São uma grande fonte de ferro, de cálcio e de fósforo.

Pinhões
Muito ricos em fósforo e potássio são das sementes mais ricas em proteínas.

Avelãs
Possuem uma grande quantidade de fibras que actuam como laxante. As avelãs são dos frutos secos mais ricos em vitamina A e vitamina C, sendo a quantidade de magnésio também muito significativa.

Pistácios
Muito ricos em ferro e em fibra podem considerar-se um óptimo laxante natural. São ainda ricos em fósforo e cálcio.

Amendoins
É um dos frutos secos mais popular embora curiosamente não seja um fruto mas sim um legume que cresce na raíz de um pequeno arbusto.

São muito ricos em proteínas e açúcares, sendo a quantidade de magnésio também muito significativa. A vitamina PP é encontrada nestas sementes em maior quantidade que em todos os outros frutos secos. Neles podemos ainda destacar uma quantidade razoável de potássio.

Por seu lado, os frutos desidratados, devido à perda de água a que são sujeitos, apresentam uma elevada concentração de glícidos (açúcar), o que os torna muito mais calóricos do que os equivalentes frescos. Por exemplo, enquanto 100 g de ameixas frescas fornecem 50 kcal, o mesmo peso de ameixas secas fornece cerca de 4 vezes mais calorias! Também alguns minerais se encontram em maior proporção na fruta desidratada como é o caso do potássio e do cálcio.

Os frutos secos são ainda uma excelente fonte de fibra. No damasco seco é de realçar a riqueza em ferro e no figo seco a riqueza em cálcio.

Tabela de composição nutricional (por 100g de porção edível)

Secos

Energia

(Kcal)

Proteína

(g)

Lípidos

(g)

H C.

(g)

Fibra

(g)

Calcio

(mg)

Ferro

(g)

Amêndoa

629

21,8

56,4

8,6

10,8

266

4,0

Amêndoim

608

30,8

50,1

8,5

8,1

38

2,1

Castanha de cajú

597

17,2

45,7

29,3

1,4

38

3,8

Avelã

687

14

66,3

8,5

6,1

249

3

Noz

694

16,7

67,5

5

5,2

96

2,6

Pinhão

618

33,2

51,7

5

1

54

4,7

Desidratados

Ameixa seca

159

2,3

0,5

36

1,7

24

2,6

Damasco seco

196

5,4

0,9

41,5

2,7

53

5,8

Figo seco

241

0,1

2,3

57,5

4,7

219

5,4

Passas de corinto

289

1,6

0,5

68,2

0,9

81

1,4

mg = miligramas; μg = microgramas. Porção Edível = diz respeito ao peso do alimento que é consumido depois de rejeitados todos os desperdícios. Vitamina A = como equivalentes de retinol. Fonte: Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006, pág.

Vantagens e desvantagens

Pela sua riqueza em hidratos de carbono, constituem uma excelente fonte de energia.

São excelentes fontes de fibra, muito benéfica na função intestinal.

Fornecem quantidades apreciáveis de gordura polinsaturada, benéfica em situações de doença cardiovascular, colesterol e triglicéridos aumentados.

Por serem muito calóricos não estão indicados em situações de obesidade e excesso de peso.

Como comprar e conservar

Para conservar em casa, devem ser guardados em local fresco e seco. Devido ao seu teor em gordura polinsaturada, os frutos oleaginosos (sobretudo as nozes) podem deteriorar-se (rancificação).

As nossas sugestões no Cozinhar É Fácil

Mousse de chocolate com nozes e amêndoas
Bolo dos reis

Cannelloni com espinafres e amêndoas



Fonte: Nestlé

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Noz



Ao incluir nozes no seu padrão alimentar está a dar um passo importante na prevenção de doenças cardiovasculares.

A noz é o fruto da nogueira pertencente à família das Juglandáceas. Requer um clima temperado a fresco para amadurecer.

Teve origem na Índia e nas regiões do mar Cáspio. No século 4º AC, os antigos Romanos introduziram a noz em vários países europeus, onde tem sido cultivada até à actualidade, embora nos dias de hoje já seja vastamente cultivada em todo o mundo, sendo os principais produtores de nozes os Estados Unidos da América, Turquia, China, França e Roménia.

Ao longo da sua história, este fruto seco tem sido altamente reverenciado devido às suas propriedades medicinais.

A casca das nozes apresenta dois lobos com superfície irregular. O miolo apresenta cor clara, revestida por uma fina película acastanhada. A parte edível é envolvida por uma casca castanha muito dura mas que é facilmente removida com um quebra-nozes.





Informação nutricional
Tabela de composição nutricional (100g de porção edível)

Miolo de Noz

Energia (kcal)

689

Água (g)

4,9

Proteína (g)

16,7

Lípidos (g)

67,5

Polinsaturados (g)

47,0

Monoinsaturados (g)

15,0

Hidratos de Carbono (g)

3,6

Fibra (g)

5,2

Vitamina B6 (mg)

0,67

Fósforo (mg)

288

Potássio (mg)

500

Magnésio (mg)

160

Zinco (mg)

2,7

mg = miligramas. Porção Edível = diz respeito ao peso do alimento que é consumido depois de rejeitados todos os desperdícios. Fonte: Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006.


Vantagens e desvantagens

Este delicioso fruto seco é uma excelente fonte de n-3, um ácido gordo que o organismo não sintetiza. Os potenciais benefícios deste nutrimento para a saúde vão desde protecção cardiovascular, por favorecer o perfil lipídico em indivíduos com hipercolesterolemia; promoção da função cognitiva; efeito anti-inflamatório, evitando a formação da placa de ateroma.

As células cerebrais e nervosas são compostas essencialmente por gordura, desempenhando o n-3, também neste caso, um papel fundamental nestas estruturas.

Um antioxidante particular da noz é o ácido elágico, que favorece o sistema imunitário e previne o cancro, devido a várias propriedades anticarcinogénicas que contém que bloqueiam as vias metabólicas indutoras desta patologia. Este ácido não ajuda apenas a proteger as células saudáveis dos danos causados pelos radicais livres, mas também ajuda a desintoxicá-las de substâncias potencialmente carcinogénicas.

As nozes contêm ainda teores expressivos de L-arginina, um aminoácido essencial, especialmente importante na hipertensão arterial. Endogenamente, nos vasos sanguíneos, a L-arginina é convertida em óxido nítrico - composto vasodilatador que ajuda a manter a integridade dos vasos sanguíneos. Assim, este aminoácido torna-se particularmente importante nesta patologia uma vez que estes indivíduos apresentam, geralmente, os níveis de óxido nítrico abaixo do normal.

A ingestão de nozes também diminui os teores plasmáticos de E-selectina, molécula que favorece o processo de adesão celular promovendo a formação de placas de ateroma.

O teor considerável em vitamina B6, promove o bom funcionamento do cérebro e a produção de glóbulos vermelhos.

As nozes são uma boa fonte de manganês e cobre, dois minerais fundamentais, que são co-factores de inúmeras enzimas envolvidas no processo de antioxidação celular.

De salientar que as nozes apresentam um valor energético muito elevado, por esta razão, a sua ingestão deve ser moderada.

O potencial alérgico da noz é pouco acentuado, no entanto, indivíduos susceptíveis devem evitar a sua ingestão.


Como comprar e conservar

Embora sejam colhidas no Inverno, as nozes estão disponíveis durante todo o ano.

Durante a sua selecção, se optar pelas nozes com casca escolha as que forem mais pesadas para o seu tamanho.

A casca da noz não deve apresentar fendas ou manchas, pois muitas vezes estas características significam que existe mofo no seu interior, tornando-a imprópria para consumo.

Também encontramos disponíveis no mercado nozes sem casca. Neste caso, certifique-se que estas estão bem acondicionadas e que a loja tem uma boa rotatividade do produto, de modo a garantir a máxima frescura do mesmo.

Quer compre a granel quer embaladas, evite as que apresentam aspecto murcho. Sempre que possível, cheire este fruto para não adquirir nozes com ranço.

Devido ao seu elevado teor em gordura polinsaturada, as nozes são um alimento perecível, por esta razão existem cuidados especiais a ter em conta durante o seu armazenamento. Em casa, deve acondicionar as nozes num recipiente hermeticamente fechado no frigorífico, onde poderão ser conservadas durante 6 meses, ou no congelador, durante um ano. Caso não as coloque nestes locais, também poderão permanecer conservadas em locais frescos, secos e escuro até 6 meses.


As nossas sugestões do Cozinhar é fácil

Tagliatelle Pisella Prosciutto

Cannelloni com Queijo e Nozes

Bolo Enrolado 3 Sabores

Creme de Nozes




Fonte: Nestlé