terça-feira, 4 de agosto de 2009

Especiarias




As especiarias são condimentos usados desde sempre na história das civilizações. São as partes aromáticas das plantas (sementes, frutos, raízes, flores ou cascas) e servem essencialmente para melhorar a conservação dos alimentos, dar-lhes um sabor e aroma característicos e conferir-lhes algumas propriedades medicinais.

A maioria das especiarias facilitam o processo digestivo e evitam a flatulência, mas também têm propriedades excitantes e irritantes para a mucosa gástrica. Como tal, não devem ser usadas na dieta em grandes quantidades.

Açafrão: utiliza-se para dar cor (amarelo intenso) e sabor a diversos pratos. É antioxidante e antiinflamatório.

Baunilha: de cor escura, é utilizada em pastelaria e na preparação de licores. A baunilha natural tem um substituto industrial, a vanilina, com um sabor semelhante mas 30 vezes mais forte, usado em produtos doces. É um afrodisíaco e um estimulante digestivo.

Canela: pequenos paus de cor castanho claro, usados em pastelaria e alguns licores. No mercado é comercializada também moída para pulverizar alguns doces. Tem propriedades digestivas e antioxidantes e ajuda a controlar a pressão sanguínea.

Cravo: flor usada geralmente com a pimenta na elaboração de molhos, embora também seja usada na charcutaria

Gengibre: sabor doce e muito aromático, é mais usado para dar aroma a frutas de conserva eguisados

Malagueta (piri-piri): de cor vermelho intenso e extremamente picante, deve ser usada com moderação

Mostarda: semente muito pequena branca ou negra, usada geralmente moída, com uma mistura de vinagre, sal e diversos aromas, para preparar molhos ou temperar variados pratos. É um antioxidante.

Noz moscada: fruto semelhante á azeitona de pele dura e estriada. Usada em molhos e no tempero de muitas preparações culinárias. Muito usada para curar problemas hepáticos.

Paprika: espécie de pimentão de origem húngara, com a principal característica de ser muito picante. É muito estimulante e digestiva.

Pimenta: moída ou em grão, a pimenta é das especiarias mais usadas como tempero de uma infinidade de pratos. A pimenta está associada à redução de alguns problemas cardíacos e ao tratamento de dores reumáticas.

Pimentão: Usa-se para condimentar e dar cor (vermelho acastanhado) a diversos pratos.

Informação nutricional

As especiarias, por serem usadas em quantidades ínfimas, não contribuem para o valor energético da refeição, nem tão pouco para o seu valor nutricional. Não são fornecedores substanciais de nenhum nutriente em especial, uma vez que a quantidade em que são ingeridas não é significativa. Talvez seja mais importante dar atenção especial ás suas propriedades medicinais, essas sim, observáveis mesmo em pequenas quantidades de especiaria ou erva.

Vantagens e desvantagens

Por conferirem mais sabor ás preparações culinárias, levam a que se coma mais e, como tal, são estimulantes do apetite;

Aumentam as secreções digestivas e, como tal, facilitam a digestão dos alimentos;

Reduzem a flatulência, ajudando a reduzir os gases intestinais;

Porque conferem sabores e aromas intensos, permitem reduzir os teores de sal dos alimentos, sendo benéficas para hipertensos e indivíduos com patologia cardíaca ou renal;

Favorecem a conservação dos alimentos, uma vez que alguns destes condimentos apresentam propriedades antifúngicas;

Podem irritar a mucosa gástrica (as especiarias mais picantes como a malagueta e a pimenta), favorecendo algumas patologias como gastroenterites e promovendo o agravamento de úlceras gástricas;

Algumas especiarias apresentam potencial alergénio, quer pela inalação dos pós, quer pelo contacto com a pele, quer pela própria ingestão;

Ocultam a deterioração de alguns alimentos, uma vez que “mascaram” o seu sabor original;

Aumentam a necessidade de ingerir líquidos com a comida, o que promove a diluição dos sucos gástricos e consequentemente, torna a digestão mais lenta.

Como comprar e conservar

Devem comprar-se as especiarias inteiras, reduzindo-se a pó apenas na altura de serem utilizadas. Desde que estejam congeladas, as especiarias conservam-se durante 5 anos, sem perderem as suas propriedades.

Apesar de ser possível encontrar especiarias frescas, as embaladas têm uma maior capacidade de conservação. Devem comprar-se pequenas quantidades, para que não percam as qualidades com o tempo.

Depois de abertas, as embalagens devem manter-se bem fechadas, para não absorverem humidade, e devem ser guardadas em local seco e protegido da luz, já que esta pode alterar o seu sabor.

As nossas sugestões no Cozinhar é Fácil


Fonte: Nestlé

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ervas Aromáticas




São as folhas de plantas frescas ou secas. Essencialmente usadas com fins gastronómicos, mas também com fins medicinais, as ervas têm vindo a ganhar cada vez mais interesse. Com excepção do louro, que deve ser consumido a seco, as ervas aromáticas oferecem muito mais aroma e sabor quando frescas.

A preocupação cada vez maior com a saúde e o interesse por descobrir novos sabores são alguns dos motivos que levam ao crescimento gradual do mercado das ervas aromáticas.

Informação nutricional

As especiarias, por serem usadas em quantidades ínfimas, não contribuem para o valor energético da refeição, nem tão pouco para o seu valor nutricional. Não são fornecedores substanciais de nenhum nutriente em especial, uma vez que a quantidade em que são ingeridas não é significativa. Talvez seja mais importante dar atenção especial ás suas propriedades medicinais, essas sim, observáveis mesmo em pequenas quantidades de especiaria ou erva.

Vantagens e desvantagens

Por conferirem mais sabor ás preparações culinárias, levam a que se coma mais e, como tal, são estimulantes do apetite;

Aumentam as secreções digestivas e, como tal, facilitam a digestão dos alimentos;

Reduzem a flatulência, ajudando a reduzir os gases intestinais;

Porque conferem sabores e aromas intensos, permitem reduzir os teores de sal dos alimentos, sendo benéficas para hipertensos e indivíduos com patologia cardíaca ou renal;

Favorecem a conservação dos alimentos, uma vez que alguns destes condimentos apresentam propriedades antifúngicas;

Algumas ervas apresentam potencial alergénio, quer pelo contacto com a pele, quer pela própria ingestão;

Ocultam a deterioração de alguns alimentos, uma vez que “mascaram” o seu sabor original;

Como comprar e conservar

Podem comprar-se secas(alecrim, tomilho, louro, oregãos) ou frescas (salsa, manjericão, coentros, estragão, aipo, hortelã), inteiras e devem ser picadas ou trituradas apenas na altura de serem utilizadas. Desde que estejam congeladas, as ervas conservam-se durante 5 anos, sem perderem as suas propriedades.

Devem comprar-se pequenas quantidades, para que não percam as qualidades com o tempo e relativamente ás ervas frescas, nunca devem ser adicionadas ao prato no início da cozedura, pois perdem as suas propriedades organolépticas (aroma, sabor) com o calor. As ervas secas de sabor forte podem ser adicionadas aos alimentos no início da cozedura, resistindo às temperaturas.

Variedades:

Salsa

Utilizações culinárias Tem um sabor puro e fresco e é rica em vitamina A e C, mas também em ferro. Utilizada em molhos, recheios, saladas e omeletas.

Propriedades Eupépticas (facilita os processos digestivos)

Manjericão

Utilizações culinárias trata-se de um óptimo condimento para saladas, molhos ou sopas. Combina bem com alho e também com tomate.

Propriedades carminativas (reduz a flatulência), anti-sépticas (inibe o crescimento microbiano) e analgésicas (inibe a dor)

Louro

Utilizações culinárias Usado em caldos, sopas, guisados, molhos, marinadas e salmoura. Duas a três folhas temperam um prato para 5 a 6 pessoas.

Propriedades eupépticas e carminativas

Estragão

Utilizações culinárias Ingrediente essencial da culinária francesa, com pratos de peixe, aves de criação e ovos. Também em excelente em marinadas para pratos de caça

Propriedades anti sépticas

Funcho

Utilizações culinárias Confere frescura a saladas e molhos na primavera, mas também é ideal para sopas frias e ensopados

Propriedades diuréticas (facilita a eliminação renal)

Hortelã

Utilizações culinárias A hortelã fica bem em pratos de frango, vitela, canjas de galinha e alguns molhos. Também é muito usada em cocktails e licores

Propriedades eupépticas e anti-sépticas

Oregãos

Utilizações culinárias ideal para molhos de massas, pizzas e em legumes assados, os oregãos são característicos da culinária italiana.

Propriedades carminativas

Alecrim

Utilizações culinárias pelo seu sabor forte e indiscreto é muito usado em grelhados de churrasco e assados. Fica bem tanto em salgados como em doces, sendo muito comum nas bolachas

Propriedades eupépticas

Tomilho

Utilizações culinárias ao contrário da maior parte das ervas, o tomilho suporta cozeduras lentas sem que perca o seu aroma natural, sendo muito usado em guisados e estufados. Combina muito bem com vinho tinto

Propriedades eupépticas, carminativas e anti-sépticas

Coentros

Utilizações culinárias de sabor muito intenso, mas que se perde com facilidade na cozedura lenta, devendo ser adicionado no final. Fica bem com pratos salgados, com batatas e com pratos de marisco, como amêijoas

Propriedades eupépticas

Agrião

Utilizações culinárias utilizado em sopas feitas com caldos, natas ou iogurtes

Propriedades estimulantes e depurativas

As nossas sugestões no Cozinhar é Fácil


Fonte: Nestlé

domingo, 2 de agosto de 2009

Azeite




O azeite é usado abundantemente na culinária desde tempos remotos, nomeadamente na dieta mediterrânea tradicional e proporciona aos alimentos um sabor e aroma agradáveis. É uma gordura vegetal extraída da azeitona exclusivamente por processos mecânicos e físicos.

Informação nutricional

O azeite é composto quase exclusivamente por lípidos (99,9%), cuja maior percentagem é constituída por ácidos gordos monoinsaturados, principalmente ácido oleico. Além disso, destaca-se o seu teor em vitamina E e polifenóis.

O grau de acidez do azeite está relacionado com a quantidade de ácidos gordos livres que este possui e também com a variedade e estado de maturação da azeitona aquando da colheita.

Tabela de composição nutricional (por 100g de porção edível)

Ázeite

Energia (kcal)

0

Água (g)

0

Proteína (g)

0

Lípidos (g)

99,9

Saturada (g)

14,4

Monoinsaturada (g)

78,6

Polinsaturada (g)

6,9

Trans (g)

0

Hidratos de carbono (g)

0

Vitamina E (mg)

14

mg = miligramas. Porção Edível = diz respeito ao peso do alimento que é consumido depois de rejeitados todos os desperdícios.
Fonte: Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006, pág. 102-103.

Vantagens e desvantagens

A dieta mediterrânea tradicional está associada com um baixo risco de doença cardiovasculare o azeite desempenha um papel fundamental nesta protecção. De facto, os ácidos gordos monoinsaturados do azeite ajuda a baixar o LDL-colesterol (“mau colesterol”) e eleva o HDL-colesterol (“bom colesterol”), beneficiando a saúde cardiovascular.

A vitamina E e os polifenóis evitam a oxidação e protegem a integridade de diversos componentes celulares, nomeadamente das lipoproteínas que transportam o colesterol no sangue e ajudam, assim, a prevenir problemas cardiovasculares. Além desta função antioxidante, os polifenóis têm uma acção antinflamatória e anticoagulante, ajudando na protecção contra o cancro do cólon e osteoporose.

Os lípidos do azeite são bem digeridos pelo organismo e, quando presentes no intestino, têm um leve efeito laxante e estimulam a actividade da vesícula biliar na produção de bílis, ajudando a proteger contra os cálculos biliares.

O azeite suporta temperaturas muito elevadas (até 210º-220ºC) sem degradaçãosubstancial dos seus componentes. Permite, assim, ser utilizado em todas as formas de confecção culinária sem ocorrer a formação de substância nocivas à saúde, nomeadamente os ácidos gordos trans, como acontece com outras gorduras.

Apesar dos benefícios para a saúde, não se esqueça que o azeite é uma gordura e, por isso, tem um elevado valor energético. Um consumo excessivo de azeite pode também ter desvantagens, nomeadamente o aumento de peso.

Como comprar e conservar

De acordo com o método de produção, existem vários tipos de azeites, sendo os azeites virgens os mais comuns. Nesta categoria, estão ao dispor do consumidor os seguintes azeites:

  • Azeite virgem extra - Azeite virgem com uma acidez livre, expressa em ácido oleico, não superior a 1 g por 100 g.
  • Azeite virgem - Azeite virgem com uma acidez livre, expressa em ácido oleico, não superior a 2 g por 100 g.
  • Azeite virgem corrente - Azeite virgem com uma acidez livre, expressa em ácido oleico, não superior a 3,3 g por 100 g.

Dentro da vasta gama de azeites disponíveis no mercado, deve eleger o azeite de acordo com a utilização culinária a que se destina. Os azeites virgem e virgem extra são especialmente recomendados para consumir em cru, para temperar e para utilizar em doçaria e sobremesas, por terem um sabor mais suave. Enquanto que o azeite virgem corrente, é uma óptima opção para fritar alimentos.

O azeite é a melhor opção para fritar alimentos porque, além de suportar melhor as altas temperaturas, forma uma crosta na superfície do alimento, que impede a penetração do azeite no seu interior. Obterá alimentos mais saudáveis e com teores de lípidos mais baixos. Ainda assim, deverá moderar no consumo de alimentos fritos.

Apesar de não sofrer processos químicos, o azeite tem uma durabilidade bastante elevada. Quando bem acondicionado, pode conservar-se por 18 meses após a data de fabrico sem grandes alterações. Deverá ser guardado em recipientes de vidro, de preferência de coloração escura, e manter-se em local escuro e fresco. Além disso, não deverá partilhar o mesmo espaço com produtos que tenham aromas intensos para evitar que os absorva.


Fonte: Nestlé

sábado, 1 de agosto de 2009

Pimento




Todos os pimentos nascem da planta Capsicum annuum, são verdes enquanto imaturos e amadurecem num arco-íris de cores, nomeadamente vermelho, amarelo, roxo, etc. Além disso, o sabor, o formato e o tamanho varia consoante a variedade. Assim, o pimento vermelho é simplesmente uma variedade completamente amadurecida do pimento verde. O pimento verde e o roxo têm um sabor amargo, enquanto o vermelho, laranja e amarelo são mais doces.

Informação nutricional

O principal componente do pimento é a água. Além disso, tem um baixo valor energético e um baixo teor de lípidos, proteína e hidratos de carbono. É uma boa fonte de fibra insolúvel, que melhora o trânsito intestinal e ajuda a regular o apetite.

O pimento é rico em:

  • pro-vitamina A (denominam-se carotenóides e são transformados em vitamina A no organismo)
  • ácido fólico
  • vitamina E
  • vitamina C

Além disso, tem quantidades apreciáveis de vitaminas do complexo B, nomeadamente B1, B2, B3 e B6. Dentro dos minerais, destacam-se o potássio e, em quantidades mais baixas, o magnésio, o fósforo e o cálcio.

Tabela de composição nutricional (por 100g de porção edível)

Pimento cru

Pimento grelhado

Energia (kcal)

22

30

Água (g)

92,8

89,6

Proteína (g)

1,6

2,7

Lípidos (g)

0,6

0,6

Hidratos de carbono (g)

2,7

3,7

Fibra (g)

2,0

2,8

Vit. A (μg equivalentes de retinol)

217

383

Vit. C (mg)

90

108

Folatos (μg)

28

28

Vit. E (mg α-tocoferol)

0,80

1,4

Potássio (mg)

120

120

Cálcio (mg)

9,0

17

Fósforo (mg)

24

43

Magnésio (mg)

10

12


μg = microgramas e mg = miligramas. Porção Edível = diz respeito ao peso do alimento que é consumido depois de rejeitados todos os desperdícios.
Fonte: Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006, pág. 92-93

Vantagens e desvantagens

Numa alimentação saudável, recomenda-se o consumo de 3 a 5 porções de hortícolas, veja aqui.

Devido ao seu elevado conteúdo em água e baixo teor energético, o pimento é adequado para uma dieta de controlo de peso. Além disso, o seu conteúdo em fibra promove uma maior sensação de saciedade e favorece o trânsito intestinal, o que ajuda a regular o apetite e, assim, a manter um peso saudável.

A vitamina A, C e E são antioxidantes e ajudam a proteger das agressões, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e cancro. A vitamina A é também importante para a visão, para manter a pele, o cabelo e as mucosas em bom estado. O ácido fólico é importante para a divisão das células, formação de glóbulos vermelhos, auxilia o sistema imunitário e, ainda, previne malformações no feto durante a gravidez.

O elevado teor de potássio e baixo em sódio favorece um equilíbrio adequado dos fluídos corporais e uma eliminação mais eficaz de fluídos excessivos e toxinas. Além disso, o potássio intervém na contracção muscular e do ritmo cardíaco e na regulação da tensão arterial. O magnésio, o fósforo e o cálcio melhoram a saúde dos ossos e dentes.

Em pessoas mais sensíveis, o pimento pode causar distúrbios no estômago, que podem ser evitados ou diminuídos se retirar a pele. Para isto, terá que assar o pimento e quando a pele começar a sair, submergir em água fria.

Como comprar e conservar

Escolha pimentos com...

  • textura firme
  • pele lisa e brilhante sem amolgadelas ou golpes
  • bom peso quando comparado com o tamanho
  • talo verde e firme
  • aroma agradável

Geralmente, a forma do pimento não influencia a qualidade mas pode resultar em maiores desperdícios e não ser adequado para determinadas receitas. Se o pimento estiver danificado perde várias das suas qualidades nutricionais e de sabor.

Pode conservar o pimento na zona inferior do frigorífico dentro de uma película plástica por mais de uma semana. Também pode ser congelado, de preferência inteiro para diminuir a exposição ao ar que pode degradar quer o sabor quer o conteúdo nutricional.

Depois de bem lavado, o pimento pode ser consumido cru ou cozinhado. No nosso país, é muito comum comer uma salada de pimentos assados acompanhada de umas sardinhas assadas, mas também poderá usar os pimentos em cru numa salada variada. No entanto, procure usar pouca gordura e prefira o azeite na sua confecção.

As nossas sugestões no Cozinhar é Fácil


Fonte: Nestlé